Vive-se uma época de muitos dizeres, mas poucas ações, poucos sentimentos e , quando me refiro a esses, refiro-me a sentimentos não superficiais, mas sim, aqueles que brotam da alma, capazes de transformar o próprio homem em um ser de luz, se esse o assim permitir.
Esses mesmos sentimentos direcionam-se ao mundo em geral, ao meio em que se vive, ao lado daqueles a quem queremos bem.
Fala-se em mudanças, em consertar o que está errado, conservar o ambiente, buscar novas alternativas de sustentabilidade. Tudo isso é válido, é lindo, é tocante, mas começar por onde?
Óbvio, pela família, que hoje encontra-se desestruturada. É lá, dentro do convívio familiar, que nascem e crescem os valores que deveriam ser transmitidos de geração em geração. Assim, todos falariam a mesma linguagem e consequentemente firmariam as ações.
Como é possível consertar o mundo, tão amplo, se é complicado consertar o lugar mais próximo de nós e que é o princípio de tudo.
O ser humano, na ânsia de mostrar grandes feitos à humanidade, esquece que é nas pequenas atitudes que realmente transparece quem realmente se é, o que verdadeiramente tem valor em nossa vida.
A natureza, os animais, a água, precisa ser preservada, respeitados, economizada. Como, se o homem é incapaz de olhar o próprio animal de estimação como um ser que tem sentimentos, que sente dor, fome, sede? Se é incapaz de perceber a beleza de um pôr-do-sol, a luta de uma formiga, minúscula, que carrega com dificuldade o alimento que servirá não só a ela, mas a todos de sua espécie.
Parece que o ser humano ainda tem muito a aprender, a evoluir nesse espaço que chama de seu.
Arrumar o planeta não é missão para seres superficiais, desatentos e sim, para aqueles que antes de buscar o estrelato, são capazes de olhar para dentro de si mesmos a fim de conhecer-se melhor e só depois, então, terão olhos apurados para perceber o que realmente o planeta precisa.
Raquel Carpenedo (julho/2014)
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